CONSELHO SUPERIOR DA MAGISTRATURA JUDICIAL MANIFESTA PROFUNDO PESAR PELO FALECIMENTO DA MERITÍSSIMA JUÍZA DE DIREITO MERCEDES MARIA CORNÉLIO ANTÓNIO JOÃO

CONSELHO SUPERIOR DA MAGISTRATURA JUDICIAL MANIFESTA PROFUNDO PESAR PELO FALECIMENTO DA MERITÍSSIMA JUÍZA DE DIREITO MERCEDES MARIA CORNÉLIO ANTÓNIO JOÃO

O Conselho Superior da Magistratura Judicial (CSMJ) manifesta, com profundo consternação e pesar, o falecimento da Meritíssima Juíza de Direito Mercedes Maria Cornélio António João, ocorrido em Luanda, no dia 21 de julho de 2026, vítima de doença.

Nascida a 14 de junho de 1971, a malograda magistrada dedicou mais de duas décadas da sua vida ao serviço da Justiça angolana, tendo pautado a sua actuação por elevados padrões de responsabilidade, integridade, profissionalismo e compromisso inabalável com a defesa da legalidade e dos direitos dos cidadãos.

Ingressou na Magistratura Judicial a 26 de junho de 2006, na categoria de Juíza Municipal, tendo sido colocada no então Tribunal Provincial da Huíla, onde exerceu as suas funções com zelo, competência e elevado espírito de missão. Em reconhecimento do seu mérito, foi promovida, a 11 de agosto de 2017, à categoria de Juíza de Direito, tendo sido, nesse mesmo ano, transferida para o então Tribunal Provincial do Bengo.

Em 2019, por deliberação do Plenário do Conselho Superior da Magistratura Judicial, foi transferida para o então Tribunal Provincial de Luanda, onde iniciou funções na 14.ª Secção da Sala dos Crimes Comuns, actual 3.ª Secção da Sala Criminal do Tribunal da Comarca de Belas, o último tribunal onde serviu com dedicação até ao seu falecimento.

Ao longo da sua carreira, distinguiu-se pela competência técnica, imparcialidade, retidão moral e profundo sentido de justiça, granjeando o respeito e a admiração de magistrados, funcionários judiciais, advogados e demais operadores do direito.

Neste momento de dor e consternação, o Conselho Superior da Magistratura Judicial endereça as mais sentidas condolências à família enlutada, aos colegas magistrados, aos funcionários judiciais e a todos quantos tiveram o privilégio de conviver e trabalhar com a Meritíssima Juíza Mercedes Maria Cornélio António João.